Para quem sonha em ser um artista voltado para a atuação e a interpretação, o teatro é a principal porta de entrada para seguir na carreira. Desde criança, quando frequentava as poltronas dos teatros, o ator Wagner Figueiredo, 27 anos, já sonhava em um dia poder inverter os papeis: de simples espectador a ator. “Minha mãe também era muito fã de teatro e sempre me levava aos espetáculos. Comecei a tomar gosto pela arte, e então percebi que era isso que eu queria para minha vida. Entrei em diversos cursos de teatro e, graças a Deus, consegui realizar meu sonho e o da minha mãe”, diz ele.

Já certo do que queria ser quando crescesse, Wagner não se acomodou e foi logo atrás de diversos cursos e workshops. Sua primeira formação foi na Oficina de Atores, na qual ficou dois anos. Em seguida, foi convidado por uma professora a mudar de curso e foi para o Teatro Zaira Zambelli. Após sete anos, Wagner aceitou um novo desafio e tornou-se professor no Centro de Artes e Cultura do Rio de Janeiro, o CAC-RJ, estando até hoje no cargo.

Antes de ser professor, Wagner imaginava que fazer teatro era apenas ensaiar, ler roteiros e interpretar, mas essa arte requer muito conhecimento em diversas áreas. Estudante assíduo de grandes nomes do teatro nacional e internacional, Wagner sempre procurou em alguns atores, referências que pudessem acrescentar formas e maneiras de atuar. “Fui buscar em alguns atores que, para mim, são verdadeiras enciclopédias do teatro, algumas características para que eu pudesse inserir no meu modo de atuar. Meu maior espelho, sem dúvida, é Paulo Autran, um gênio do teatro”, afirma.

Artistas de teatro são mesmo verdadeiros “camaleões” e estão sempre em constantes mudanças, sejam elas no modo de interpretar, falar, agir. Muitas vezes, são necessárias drásticas transformações na fisionomia. Peças, histórias, tempos diferentes: o ator de teatro deve se adequar totalmente ao meio, para que sua atuação seja passada ao público com total fidelidade.

Wagner atua desde os 11 anos e diz que nunca preferiu nenhum gênero específico, sempre gostou de estar nos palcos, independentemente da peça, e que as mudanças na personalidade dos personagens que interpreta o fazem conhecer mais as pessoas. “Nunca tive um gênero preferido, mas sempre gostei de interpretar bons roteiros, pode ser ele infantil, adulto ou musical. E outra coisa que me encanta no teatro é a possibilidade de viver outras vidas constantemente, tendo outras sensações e sentimentos”, conta o ator.

3

O teatro possibilita muita satisfação e conhecimento. Uma arte itinerante, que roda os cantos do Brasil, levando para todos alegria, risadas e oportunidades de vivenciar essa cultura. Lugares, vidas, histórias: quem está na estrada com o teatro conhece muito bem a felicidade e as dificuldades por onde passa.

“Já rodei o Brasil e o mundo com o teatro. Conheci pessoas e histórias fantásticas e emocionantes. Vi o que é a pobreza e a falta de recursos em alguns lugares por onde passei, principalmente dentro do nosso país. E quando chegávamos nesses lugares humildes, sempre éramos recebidos com um sorriso no rosto, e isso era a maior recompensa que tínhamos. Tive a oportunidade de conhecer alguns países e isso foi fundamental para acrescentar na minha cultura”, afirma Wagner.

Mesmo com anos de experiência, Wagner diz que toda preparação e as sensações mudam de acordo com o espetáculo. “Estou nessa vida há um bom tempo, e cada vez que atuo é uma sensação diferente. Sempre rola o nervosismo, mas isso acaba quando entro no palco. Minhas preparações são diferentes para cada tipo de peça. Às vezes, uma pede mais esforço físico ou mais concentração e estudo que a outra.

Wagner espera estar por muitos anos em cima dos palcos, levando alegria aos que assistem. O teatro foi de grande importância na sua formação pessoal e profissional e o ator espera que, muitas pessoas, principalmente as crianças possam sentir as mesmas emoções que ele sente ao atuar.


Raphael Martins- 4º Período

Anúncios